T&E - Analítica






BIOISENÇÃO FARMACÊUTICA



SOBRE A BIOISENÇÃO

   A BIOISENÇÃO pode ser definida como a não exigência de um estudo de biodisponibilidade relativa ou de bioequivalência “in vivo” para o registro de um medicamento pela autoridade sanitária, quando um ensaio in vitro adequado pode substituir o estudo in vivo. Isso se justifica plenamente em termos éticos pela redução dos ensaios para medicamentos empregando seres humanos.

   Em 1995 foi criado o Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB) cujo propósito é fornecer uma ferramenta regulatória para substituir determinados estudos de bioequivalência por testes de dissolução in vitro, o que certamente irá reduzir a exposição de voluntários sadios aos fármacos candidatos aos testes de bioequivalência, bem como também irá reduzir custos e tempo necessários para os processos de desenvolvimento de produtos farmacêuticos. O SCB classifica os fármacos de acordo com propriedades físico-químicas, como a solubilidade e a permeabilidade.

   Um fármaco é considerado altamente solúvel quando a relação dose/solubilidade for maior ou igual a 250mL, ou seja, quando a dose mais alta é solúvel em meio aquoso no intervalo de pH conhecido. O intervalo de pH é de 1 a 7,5 a 37ºC e deve-se fazer a triplicata dos experimentos.

   A permeabilidade é considerada alta quando 90% ou mais da dose oral administrada são absorvidos no intestino delgado. Esse parâmetro é determinado por estudos farmacocinéticos, perfusão intestinal em humanos e/ou por meio de cultura celular.

 

Em agosto de 2011 a ANVISA publica a Resolução - RDC Nº 37 que dispõe sobre o Guia para isenção e substituição de estudos de biodisponibilidade relativa/bioequivalência e dá outras providências.

 

Seção I

Objetivo

Art. 2º Esta Resolução possui o objetivo de estabelecer os requisitos para a isenção e substituição dos estudos de biodisponibilidade relativa/bioequivalência.

 

Seção II

Abrangência

Art. 3º Esta Resolução se aplica a todos os fabricantes de medicamentos genéricos, similares e novos.

Parágrafo único. No caso dos medicamentos novos, a abrangência desta norma é limitada a:

 

     I.        Bioisenção para as demais dosagens, nos casos em que estudos de biodisponibilidade relativa são requeridos, conforme disposto na Resolução RDC nº 136/03, que dispõe sobre registro de medicamentos novos, e suas alterações posteriores;        

   II.        Bioisenção baseada no sistema de classificação biofarmacêutica, nos casos de alteração maior de excipientes e alteração ou inclusão maior de processo de produção, descritos na Resolução RDC nº 48/09, que dispõe sobre o pós-registro de medicamentos, e suas alterações posteriores.

 

FÁRMACOS CANDIDATOS A BIOISENÇÃO (a lista é constantemente atualizada, verificar na página da ANVISA).

Candidato: deverão atender os requisitos do ensaio completo de bioisenção descrito na RDC 37.

 

·         Ácido acetilsalicílico

·         Cloridrato de doxiciclina

·         Levofloxacino

·         Cafeína

·         Dipirona

·         Metoprolol

·         Capecitabina

·         Estavudina

·         Metronidazol

·         Cloridrato de propranolol

·         Fluconazol

·         Paracetamol

·         Cloridrato de memantina

·         Fumarato de bisoprolol

·         Pregabalina

·         Cloridrato de venlafaxina

·         Hemitartarato de rivastigmina

·         Temozolomida

·         Dicloridrato de pramipexol

·         Isoniazida

·         sotalol

 

 

FÁRMACOS QUE PODERÃO SER BIOISENTOS

   Poderão ser bioisentos os medicamentos genéricos ou similares que estejam em determinadas formas farmacêuticas, tais como: soluções aquosas e pós para reconstituição, desde que contenham o mesmo fármaco na mesma concentração e excipientes que tenham a mesma função daqueles presentes no medicamento de referência; gases; medicamentos de aplicação tópica que não tenham efeito sistêmico; soluções oleosas parenterais que contenham o mesmo fármaco na mesma concentração e o mesmo veículo oleoso em relação ao medicamento de referência.

GERAL

     I.        Medicamentos de liberação imediata, de liberação prolongada ou retardada, de mesma forma farmacêutica e produzidos pelo mesmo fabricante podem ser isentos de estudos de bioequivalência.

   II.        O (s) estudo (s) de biodisponibilidade relativa/bioequivalência poderá (ão) ser realizado (s) com a forma farmacêutica de maior ou menor dosagem, dependendo da linearidade farmacocinética ou do risco à segurança do voluntário participante do estudo.

 III.        Ficam isentas do estudo de biodisponibilidade relativa/bioequivalência disposto no parágrafo anterior as demais dosagens, desde que os perfis de dissolução dos fármacos, entre todas as dosagens, sejam semelhantes.

 

OBS.: A leitura da RDC 37 de agosto de 2011 permite maior esclarecimentos

 

TÉCNICAS ANALÍTICAS PARA A BIOISENÇÃO

   Estudo de BIOISENÇÃO: Apenas os laboratórios de EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA autorizados pela ANVISA podem realizar este estudo. É um resultado "iv" (in vitro) comparativo entre duas formulações. O estudo de BIOISENÇÃO é registrado no SINEB da ANVISA,

O Estudo 1: Consta de determinações analíticas como: solubilidade do fármaco em 250mL, a estabilidade do fármaco, avaliação do pH e perfis de dissolução nos meios sistêmicos. Todos os métodos devem ser indicativos de estabilidade e de acordo com a Resolução RDC Nº166 de 24 de julho de 2017.

 

O ESTUDO 2: A Bioisenção é descrita na RDC 37 da ANVISA. Para legitimar o estudo de Bioisenção é necessário o estudo de Equivalência Farmacêutica. Para as demais concentrações, desde que proporcionais, apenas os estudos de Equivalência Farmacêutica e os Perfis de Dissolução Comparativos.

AS TÉCNICAS ANALÍTICAS utilizadas estão em função da metodologia aplicadas ao ativo das formulações.

     I.        DISSOLUTOR: A Dissolução deve ser realizada em cuba de 900mL (recipientes abertos de forma cilíndrica e fundo hemisférico), qualquer cuba que difere da preconizada, deve ter autorização da ANVISA para a condução dos ensaios. Deve operar com aparato 1 e 2.

   II.        As análises de solubilidade e teor devem ser com método indicativo de estabilidade, validados de acordo com RDC 166.

 III.        Instrumental: dependerá do método validado e em função dele a T&E dispões de várias técnicas:

 

                

HPLC:

 

 

·         Cromatografia em fase líquida de alta eficiência

 

·         Em seus vários detectores: UV/DAD/Fluorescência/RID/MS, etc.

 

·         Determinação da pureza de pico utilizando do DAD.

 

 

 CFG:

Cromatografia fase gasosa de alta eficiência

                        

Em seus vários detectores: FID/DCT/MS etc.

 

 

ICP:

Plasma induzido para análise de metais/ametais e semi-metais;

AA:

Espectro de Absorção Atômica - análise de metais;

FC:

Fotometria de Chama;

Pot:

Potenciometria a eletrodos seletivos e complexiometria;


DISSOLUTOR: 

O Centro T&E Analítica atende a RDC nº 37, de 3 de agosto de 2011 nos dois sistemas inseridos na RDC:

·         USP Aparato 1 – Cesta Rotatória; 

·         USP Aparato 2 – Pás; 

CUBAS

   As cubas convencionais são em vidro ou poliméricas, transparentes ou âmbar. O volume e a forma das cubas são importantes para a obtenção dos resultados.

A cuba normal de um dissolutor possui volume de 900mL, são recipientes abertos de forma cilíndrica e fundo hemisférico.

 

·         Cuba de 900mL – fundo hemisférico

·         Cuba de 900mL (Peek Vessel) -  fundo protuberante interno

·         Cuba de 500mL – fundo hemisférico

 

Obs.: alteração de cuba, como a Peek Vessel deve-se consultar a ANVISA para a condução dos ensaios, visto possuir vortex de maior intensidade.

 

O CENTRO T&E OFERECE AO SEU ESTUDO TODAS AS TECNICAS E DIREÇÕES NECESSÁRIOS PARA O ESTUDO DE BIOISENÇÃO.