T&E - Analítica






CARACTERIZAÇÃO DE PADRÕES ANALÍTICOS

 


SOBRE A CARACTERIZAÇÃO

 

    A identificação inequívoca de uma substância pode ser considerada como utópico, o mais correto, seria identificação em maior probabilidade ou o mais próximo dos padrões existentes quer padrões de referência ou dados analíticos em pesquisas bibliográficas confiáveis.

Atribuir a identificação para um composto majoritário ou ainda impureza de um produto, exige responsabilidade e testemunho analítico confiável.

 

     Na indústria farmacêutica, utiliza-se de padrões de referência confiáveis produzidos por entidades credenciadas e avaliadas por órgãos internacionais e ou nacionais. Para um padrão ser considerado Referência no mínimo 5 laboratórios confiáveis, devem analisar o produto e emitir os resultados para avaliação de um provedor. Há várias legislações que definir as substâncias de referência.

 

·         Padrão Primário

·         Padrão Secundário

·         Padrão de Comparação

 

Cada padrão, tem seu uso específico e avaliado seu uso em função da criticidade do produto frente aos impactos para o ser humano, fauna e flora.

 

A Resolução RDC nº 166, de 24 de julho de 2017, descreve nomenclatura para padrões da seguinte forma:

·         SQR- (substância química de referência): substância ou mistura de substâncias químicas ou biológicas com alto grau de pureza, cuidadosamente caracterizada para assegurar sua identidade, qualidade, teor e potência incluindo-se substância química de referência caracterizada e substância química de referência farmacopeica;

·         SQC- (substância química de referência caracterizada): substância ou mistura de substâncias químicas ou biológicas em que a identidade, a qualidade, a pureza, o teor e a potência tenham sido assegurados por um processo de caracterização;

·         SQF- (substância química de referência farmacopeica): substância ou mistura de substâncias químicas ou biológicas estabelecida e distribuída por compêndios oficiais reconhecidos pela Anvisa;

·         SQT- (substância química de trabalho): substância ou  mistura de substâncias químicas ou biológicas utilizada na rotina laboratorial, padronizada a partir de uma substância química de referência farmacopeica ou, na ausência dessa, a partir de uma substância química de referência caracterizada, sendo rastreável à SQR utilizada para a sua padronização.

 

    Os padrões analíticos de Referência, também denominados de padrões primários, no Brasil são produzidos pela Farmacopeia Brasileira (obrigatório o uso) ou por instituições como USP (Farmacopeia Americana), BP (farmacopeia Britânica), FE (Farmacopeia Europeia) e fornecedores de padrões que adotam a norma ISO-IEC-34.

 

    Os padrões de Referência ou Primários possuem preços elevados em relação a quantidade da apresentação (miligramas), considerando que a maioria são importados e revendidos no Brasil a relação pode ser de 1mg para 200 unidades de moeda nacional.

A indústria farmacêutica, em seu controle de qualidade internos para liberação de matéria prima e produto acabado, normalmente utiliza do padrão secundário. Hoje permite-se trabalhar com o padrão caracterizado.

Padrão Caracterizado: O Centro T&E oferece a caracterização:

     I.        Desafiando com um padrão primário,

   II.        Ensaios por meio de monografia para identificação com ensaios em técnicas analíticas específicas, reportando a caracterização e a quantificação (potência).

 III.        Para técnicas microbiológicas, normalmente utiliza-se do desafio ao padrão Referência (primário)

 

 

TÉCNICAS ANALÍTICAS

 

    As técnicas analíticas estão em função das características de cada molécula. Desta forma as técnicas analíticas são direcionadas, após avaliação teórica de cada molécula.

    A técnica analítica com método indicativo de estabilidade, deve ser compendial, ou validado pelo cliente ou pelo Centro T&E. No caso de não haver método definido, faz-se necessário o processo de desenvolvimento, que envolve: pesquisa bibliográfica, pesquisa de solubilidade do ativo e de impurezas, verificação de coeluição, propriedades físicas, busca de fase estacionária e fase móvel caso seja HPLC ou CFG, ensaio exploratórios, entre outros.

Em se tratando de pureza de uma Substância Química de Referência, os Limites de Quantificação são interessante para definir a presença de impurezas a serem descontadas no cálculo da potência, desde que sejam altamente impactantes ou necessários a determinação para fins de registro. As monografias para determinação do teor, geralmente envolvem: Substâncias voláteis; Substâncias semi voláteis; Substâncias não voláteis; Substâncias Inorgânicas, água, entre outras possíveis de impactar na quantificação.

Para a caracterização, as técnicas analíticas, estarão em função da molécula e dos recursos analíticos a ela empregados, dentre as técnicas mais utilizadas estão:

·         Cromatografia em fase Gasosa (GC – FID- ECD-TCD-MS-Head Space);

·         Cromatografia em fase Líquida (UPLC ou HPLC- UV/Vis; Fluorescência; ELSD);

·         LC-MS/MS: Espectrometria de Massas acoplada ao HPLC ou UPLC; 

·         ICP- OES (Plasma Induzido-Simultâneo e Sequencial); AA - (Absorção Atômica) e FC (fotometria de chama).

·         DSC; TG/DTG; IVFT; UV/Vis; Microscopia de alta resolução, ensaios por via úmida; entre outras.

·         RMN H e C; Difração X (técnicas a serem terceirizadas).

 

 

      Pode -se observar que no §4º da Resolução RDC nº 166, de 24 de julho de 2017, em seu capítulo  IV dos parâmetros da Validação Analítica orienta, se necessário, a combinação de dois ou mais métodos analíticos de identificação, ou seja, não há necessidade de fazer todas as técnicas de identificação.

Seção I Da Seletividade

Art. 19 A seletividade do método analítico deve ser demonstrada por meio da sua capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse, inequivocamente, na presença de componentes que podem estar presentes na amostra, como impurezas, diluentes e componentes da matriz.

Parágrafo único. No caso de métodos cromatográficos, deve ser comprovada a pureza cromatográfica do sinal do analito, exceto para produtos biológicos.

Art. 20 Nos métodos de identificação, deve ser demonstrada sua capacidade de obter resultado positivo para amostra contendo o analito e resultado negativo para outras substâncias presentes na amostra.

 

§1º Deve ser utilizada a SQR na comparação com a resposta obtida para o analito nos termos do Capítulo III.

§2º Para demonstrar a seletividade dos métodos de identificação, os ensaios devem ser aplicados a substâncias estruturalmente semelhantes ao analito, sendo o critério de aceitação a obtenção de resultado negativo.

§3º Para insumos farmacêuticos ativos de origem vegetal e medicamentos que os contenham, deve-se demonstrar a capacidade do método de distinguir o material de interesse de outras espécies vegetais semelhantes, principalmente aquelas que possam estar presentes como adulterantes ou substituintes.

§4º Para atingir o nível necessário de seletividade, pode ser necessária a combinação de dois ou mais métodos analíticos de identificação.