T&E - Analítica






DOSSIÊ DE DISSOLUÇÃO



SOBRE O DOSSIE DE DISSOLUÇÃO


O estudo analítico para obtenção do DOSSIÊ DE DISSOLUÇÃO está fundamentado pela resolução RDC 31 de 11 de agosto de 2010, neste caso específico no Capítulo II, do Estudo de EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA,

Seção I:
Art. 14:
Na ausência de método de dissolução descrito em compêndio oficial, normas ou regulamentos específicos aprovados/referendados pela Anvisa, é de responsabilidade do Patrocinador do Estudo o relatório de desenvolvimento e validação do método de dissolução que deve ser realizado conforme preconizado em guias nacionais e internacionais e conter dados que demonstrem que o método é discriminativo.

     I.        O Centro Responsável pelo Estudo deve arquivar cópia do relatório de desenvolvimento do método de dissolução fornecido pelo Patrocinador do Estudo;

   II.        O Centro Responsável pelo Estudo deve proceder à validação parcial do método de dissolução desenvolvido e transferido pelo Patrocinador do Estudo; e

 III.        O relatório de desenvolvimento de dissolução deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

 

a)   Avaliação quantitativa da solubilidade da substância ativa na faixa de pH fisiológico (1,2 a 6,8), considerando a temperatura de 37°C ± 1°C, conforme, por exemplo, o método de diagrama de fase para análise de solubilidade. A avaliação requer que quantidades crescentes da substância ativa sejam testadas em volume fixo de, pelo menos, três diferentes meios como, por exemplo, em pH 1,2; 4,5 e 6,8;

b)   Demonstração de que o meio de dissolução é o mais adequado à substância ativa na forma farmacêutica em estudo. A demonstração requer a investigação de curvas de dissolução na faixa de pH fisiológico (1,2 a 6,8), como, por exemplo, em pH 1,2; 4,5 e 6,8, considerando a temperatura de 37°C ± 1°C;

c)   Demonstração de que o aparato, a rotação e os filtros utilizados no procedimento de coleta de amostras são os mais adequados à substância ativa e à forma farmacêutica em estudo;

d)   Justificativa da necessidade da utilização de âncoras, quando aplicável;

e)   Comprovação da necessidade de uso de tensoativos, bem como da quantidade empregada, quando aplicável;

f)    Demonstração e justificativa da escolha do valor de Q (quantidade de substância ativa dissolvida expressa como porcentagem do valor rotulado da dose unitária); e

g)   Justificativa da necessidade da aplicação de método de desaeração, quando aplicável.

 

§1º O relatório de desenvolvimento do método de dissolução também pode ser adotado quando o método de dissolução descrito em compêndio oficial, normas ou regulamentos específicos aprovados/referendados pela Anvisa, não é adequado para o produto, desde que devidamente comprovado.

§2º O pH do meio de dissolução deve contemplar a faixa fisiológica (1,2 a 6,8). Caso seja necessária a utilização de outra faixa de pH, essa deve ser justificada no relatório de desenvolvimento do método de dissolução.

§3º O Patrocinador do Estudo pode contratar Centro de Equivalência Farmacêutica habilitado pela Anvisa para o desenvolvimento e validação do método de dissolução.

 

De forma geral, quando é necessário o dossiê de dissolução: Na ausência de definição científica do meio de dissolução deve-se realizar o estudo do Dossiê de Dissolução para a obtenção do meio ideal ou representativo da dissolução. Sendo assim os principais passos para a obtenção do Dossiê de Dissolução pode ser resumido em:

 

·         Determinação da solubilidade do insumo ativo e formulado;

·         Ensaio de escolha de filtro;

·         Ensaio busca do aparato;

·         Ensaio de âncora;

·         Ensaio de surfactante;

·         Ensaio de aeração;

·         Determinação do valor de Q;

·         Desafio de Q segundo USP;

·         Validação da metodologia de teor.

 

TÉCNICAS ANALÍTICAS

Os sistemas de dissolução oferecidos pelo Centro T&E Analítica, possuem os seguintes aparatos:

 

·         USP Aparato 1 – Cesta Rotatória; 

·         USP Aparato 2 – Pás;

·         USP Aparato 5 – Pá sobre disco;

·         USP Aparato 6 – Cilindro Rotativo.

 

Obs.: os aparatos 5 e 6 são utilizados para transdérmicos, adesivos, etc.

 

 

CUBAS

   As cubas convencionais são em vidro ou poliméricas, transparentes ou âmbar. O volume e a forma das cubas são importantes para a obtenção dos resultados.

A cuba padrão de um dissolutor possui volume de 900mL, são recipientes abertos de forma cilíndrica e fundo hemisférico.

 

·         Cuba de 900mL – fundo hemisférico

·         Cuba de 900mL (Peek Vessel) -  fundo protuberante interno

·         Cuba de 500mL – fundo hemisférico

·         Conjunto de mini cubas e mini pás - 250 ml

 

Obs.: alteração de cuba, como a Peek Vessel, deve-se consultar a ANVISA para a condução dos ensaios, visto possuir vortex de maior intensidade.

 

As técnicas analíticas utilizadas, são para determinação do teor, desta forma faz-se necessário, metodologias validadas indicativas de estabilidade. As principais técnicas são:

 

·         Cromatografia em fase Gasosa (GC – FID- ECD-TCD-MS-Head Space);

·         Cromatografia em fase Líquida- UPLC e ou HPLC e diferentes sistemas de detecção (detectores);

·         LC-MS/MS: Espectrometria de Massas acoplada ao HPLC ou UPLC; 

·         ICP- OES (Plasma Induzido-Simultâneo e Sequencial);

·         AA - (Absorção Atômica

·         FC (fotometria de chama).

·         Absorção a luz Ultravioleta e ou a Luz Visível

·         Determinação da pureza de pico utilizando do DAD.

 

 

Obs: Outras técnicas podem se utilizadas, sempre dependentes da estrutura da molécula. Tais metodologias devem ser acompanhadas de explicação científica e validadas de acordo com a resolução em vigor.