T&E - Analítica






INALATÓRIOS (MDI-DPI-SPRAY NASAL)

SOBRE OS INALATÓRIOS

  O próprio nome define como substância a ser inalada no processo de administração do produto. A Farmacopeia Americana USP, classifica tais produtos da seguinte forma:

 

Aerosol: pressurizado para uso tópico;

Spray nasal: aerossol ou pressão manual;

Inalatórios: suspensões, soluções ou pós que são liberados para a absorção pulmonar (pressão de um gás/pressão manual/aspiração);

 

SPRAYs: Gotículas líquidas dispersas no ar de forma manual ou pressurizado

MDI’s (Metered Dose Inhaler): solução ou suspensão pressurizados

DPI’s (Dry Powder Inhaler): Inalador de Pós Seco (IPS)

 

Unidades de Medida para Dispersões

·         1mm = 1.000 mm           

·         1 mm =1.000nm = 1.000mm

·         1m = 10-3 mm

·         1mm = 10-6 mm = 1 nm     

·         1mm = 1 nm = 10Å (Angstron )

 

·         Soluções verdadeiras: as partículas são menores que 1 milimicron (1 nanometro)

·         Soluções coloidais: as partículas entre 1 e 100 milimicrons (100 nanometros)

·         Suspensões: partículas maiores que 100 milimicrons (0,1 micron)

 

  Considerando ser um produto a ser inalado pelas vias respiratórias, um dos fatores ou talvez o principal é o tamanho de partículas. Os diâmetros médios são relativos às pequenas partículas dispersas em meio gasoso ou em meio vapor que permanecem por determinado período de tempo suspensos na atmosfera. A formação da partícula pode ser obtida da seguinte forma:

 

     I.        Ruptura de partículas maiores (poeira comum);

   II.        Redução de pressão (sólidos finos, sólidos/líquidos de média volatilidade);

 III.        Volatilização por aquecimento (inalantes) ou de alta volatilidade (pingentes);

 IV.        Arraste mecânico de pequenas partículas sólidas ou líquidas-Aerosóis(inseticidas/ desodorantes/sprays);

        Arraste:

                     I.        Por meio de gás propelente (pressurizado);

                   II.        Por meio de pressurização mecânica através de atomizadores;

 

Algumas formas de partículas conhecidas nos aerodispersóides podem ser observadas abaixo:

 

 

 

 

O objetivo do pequeno diâmetro médio é atingir áreas pulmonares de locais distantes e na penetração via nasal via capilares. A figura abaixo mostra as regiões distantes a ser atingida pelo fármaco.

 

 

A Distribuição Aerodinâmica das Partículas, podem ser observadas na figura e o gráfico correspondente a essa distribuição.

 

 

 

 

O Centro T&E Analítica é habilitado pela ANVISA e INMETRO em todos os ensaios às formas farmacêuticas Sprays-MDIs e DPIs , assim como, nos ensaios descritos na Nota Técnica:

 Nº 001/2013/CEFAR/GTFAR/GGMED/ANVISA.

 

BIOEQUIVALÊNCIA POPULACIONAL:

   Trata-se de estudo estatístico obtido sobre os resultados analíticos dos diferentes equipamentos de medida dos inalatórios. A Bioequivalência Populacional é fator decisivo para o encaminhamento do estudo de Bioequivalência Farmacêutica, sendo que o número de medidas sobre quantidade determinada de amostras são valores direcionados pela ANVISA. No caso de uma aprovação da Equivalência Farmacêutica do Inalatório concomitante em aprovação no estudo da Bioequivalência Populacional os resultados podem ser apresentados antes da realização do estudo de “in vivo” para avaliação da ANVISA.

 

O Centro T&E Analítica oferece os seguintes estudos:

 

     I.        EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA,

   II.        BIOEQUIVALÊNCIA POPULACIONAL,

 III.        CONTROLE DE QUALIDADE ISO 17025 (REBLAS)

 IV.        BIOEQUIVALÊNCIA/BIODISPONIBILIDADE FARMACÊUTICA.

 

 

TÉCNICAS ANALÍTICAS

IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO:

  

   Todo estudo inicia-se através de um protocolo e conclui-se com um Relatório e Certificado conforme padronizado pela ANVISA. As metodologias adotadas são preferencialmente as farmacopeias (Farm. Brasileira, Farm. Americana, Farm. Britânica, Farm. Europeia, Farm. Japonesa.), e quando da inexistência nestes compêndios, podemos propor o desenvolvimento de uma metodologia para os produtos ou utilização da metodologia fornecida pela empresa contratante, executando previamente à condução do estudo uma validação total ou parcial conforme RE 899/2003. Toda quantidade de amostra necessária para a execução dos estudos é cuidadosamente contabilizada respeitando a definição da legislação vigente (RDC 31/2010, artigo 27) e demais legislações, no que diz respeito à aquisição, controle de substâncias presentes na Portaria 344/98, área para manipulação, retenção, etc. A documentação: fica arquivada no centro pelo período de 5 anos e a disposição para consulta a qualquer momento pelo contratante ou agência reguladora. Os medicamentos permanecem em nossa retenção por um período de um (01) ano após a data do medicamento que possuir a maior data de vencimento utilizado no estudo e previamente descaracterizados quando da execução do descarte.

   As técnicas analíticas utilizadas para identificação e quantificação utilizam de métodos indicativos de estabilidade, ou seja, metodologias validadas de acordo com a norma vigente. As principais técnicas são:

·         Cromatografia em fase Gasosa (GC – FID- ECD-TCD-MS);

·         Cromatografia em fase Líquida- UPLC e ou HPLC e diferentes sistemas de detecção (detectores);

·         LC-MS/MS: Espectrometria de Massas acoplada ao HPLC ou UPLC; 

·         ICP- OES (Plasma Induzido-Simultâneo e Sequencial);

·         AA - (Absorção Atômica)

·         FC (fotometria de chama).

·         Absorção a luz Ultravioleta e ou a Luz Visível

·         Determinação da pureza de pico utilizando do DAD.

·         Ensaios microbiológicos

·         Ensaios por via úmida

·         INALATÓRIOS

·         NGI  - Generation Pharmaceutical Impactor;

·         ACI  - Andersen Cascade Impactor;

·         MSLI- Multi-Stage Liquid Impinger;

·         DUSA- Dosage Unit Sampling Apparatus;

·         ACI GLASS IMPINGER – ACI ensaio com balão para sprays;

·         SPRAY PATTERN – Padrão de Spray-Pluma;

·         SPRAYTEC -Analisador de partículas a Laser;

·         MEDIDA DE PRESSÃO INTERNA;

·         ATUADORES AUTOMÁTICOS;

·         Outras específicas;

 

Obs.: Outras técnicas podem se utilizadas, sempre dependentes da estrutura da molécula. Tais metodologias devem ser acompanhadas de explicação científica e validadas de acordo com a resolução em vigor.