T&E - Analítica






INTERAÇÃO - COMPATIBILIDADE FARMACÊUTICA

Interação Ativo (IFA)/Excipiente/Entre Ativos

 

 

A INTERAÇÃO

 

      Quando um medicamento é administrado, variáveis biológicas, pH, solubilidade, ações enzimáticas, entre outras, podem ocorrer, ou seja, uma somatória de variáveis de energias atua para que o produto seja eficaz. A interação, além de formar possíveis compostos indesejáveis a eficácia do produto, podem alterar solubilidade impactando na absorção do medicamento, principalmente para formas sólidas nas quais absorção ou liberação de calor a afetam sensivelmente. Ensaios em temperaturas distintas, sobre o medicamento, permitirão conclusões antecipadas de interações entre o ativo (fármaco) e diferentes excipientes que possam agir sobre a eficácia. Com o ensaio calorimétrico, é possível estimar a interação de contato entre os ativos e ativos/excipientes presentes na formulação. Desta forma o setor farmacotécnico, quando do desenvolvimento, obtém maiores informações sobre os impactos do formulados, sobre os ensaios, como de Equivalência Farmacêutica, Bioisenção, Bioequivalência/Biodisponibilidade, Dissolução e Perfis de Dissolução Comparativo (PDC).

      A interação entre medicamentos normalmente ocorre em compostos combinados, como injetáveis, os quais são administrados indiretamente em bolsas contendo soro ou ainda, mais agravante, quando mais de um medicamento são inseridos em mesma bolsa, o que pode sofrer alterações, reduzindo a eficácia ou ainda formando compostos com caráter tóxico. Tal fato se aplica, também, a sistemas de nebulização, apresentações em associação, tipo combo, entre outros.

 

Interação em Injetáveis: Em pacientes hospitalizados, medicamentos injetáveis são introduzidos juntamente com soro fisiológicos (solução de cloreto de sódio) ou combinações do soro fisiológico com adição de glicose, lactose, entre outras, para administração lenta e constante. Soros hospitalares constituídos pela presença de sódio, potássio, cloretos, citratos ou glicose, os quais podem ser isotônicos, hipotônicos e hipertônicos estabelecidos pela concentração dos componentes presentes e para uso da necessidade terapêutica. A verificação de Compatibilidade/Estabilidade quando da adição de medicamentos injetáveis em bolsa de soro são estudados em temperaturas distintas, avaliando disponibilidade do ativo, medições de osmose, alterações de partículas, homogeneidade entre outras ao longo de tempos determinados.

 

RDC 53: É importante a empresa realizar o estudo de Degradação Forçada ou Impurezas de Degradação de acordo com a RDC 53 de 04 de dezembro de 2015 da ANVISA. Esta RDC em seus limites de notificação, identificação e qualificação que completam os estudos de compatibilidade farmacêutica no amplo aspecto de tais impurezas serem previstas que possam ser geradas ao longo do estudo de estabilidade. Algumas RDC(s) da ANVISA orientam para estudos de Compatibilidade Farmacêutica, orientações estas que devem evoluir para a inclusão de situações importantes para a qualidade do fármaco.

 

 

TÉCNICAS DISPONIBILIZADAS:

 

·         DSC: é técnica decisória para a avaliação da degradação por interação. Normalmente utiliza-se apenas desta técnica.

·         TG/DTG: é técnica complementar ao DSC, o que permite por duas técnicas avaliação da degradação por interação

·         IVFT: é técnica identificativa dos produtos da formulação. Pode ser utilizada para verificar a interação, porém, exige que o aquecimento, seja realizado em separado.

 

O orçamento T&E é emitido com a técnica DSC. Caso o contratante considere outra técnica será emitido no orçamento.

 

Obs.: TG/DTG atualmente é terceirizado. Análise de Compatibilidade Farmacêutica ou Interação Fármaco-Excipiente, contam com a seguinte matriz

 

     I.        Análise por DSC de cada ativo (IFA)

   II.        Análise por DSC de cada Excipiente

 III.        Análise entre os Ativos (IFA)

 IV.        Análise de cada Ativo com cada excipiente

   V.        Análise da mistura dos ativos com cada excipiente

 VI.        DSC, IVFT e TG/DTG sobre o formulado e ou comparação ao produto Referência - OPCIONAL

 

 

 

TÉCNICAS ANALÍTICAS

 

     As técnicas analíticas estão em função das características de cada embalagem, de pesquisas bibliográficas, composição encaminhada pelo fabricante, armazenamento da embalagem, coleta e transporte, entre outras. Para tais situações o Centro T&E emite questionário para coletar o máximo de informações para definir a melhor direção analítica.

Durante o ensaio analítico pode ser necessário extrair ou concentrar um possível sinal de contaminantee, neste caso pode-se utilizar de várias metodologias tais como: extração Líquido-Líquido, extrações SPE (Solid Phase Extraction), SPME (Solid Phase Micro Extraction), SBE (Stil Bar Extraction) e outras tanto para orgânicos como para metais.

 

Os Limites de Quantificação variam de nanogramas/mL, picogramas/mL  a fentogramas/mL. O centro T&E tem equipamentos com detectabilidade suficiente para até fentogramas/mL. Dentre as técnicas analíticas, comumente utilizadas para o estudo de interação estão:

 

·         Análise Térmica DSC ou ainda TG/DTG

·         Cromatografia em fase Gasosa (GC – FID- ECD-TCD-MS-Head Space);

·         Cromatografia em fase Líquida (UPLC ou HPLC- UV/Vis; Fluorescência; ELSD);

·         IVFT- infravermelho transformada de Fourier;

·         UV/Vis- Absorção à luz ultravioleta e a luz visível;

·         Determinação da pureza de pico utilizando do DAD.

 

 

Conheça nosso protocolo de estudo de Interação. Venha nos conhecer.